O complexo do treze

Uma vida baseada em trezes. Todas as ilusões, momentos e sorrisos. Todas as treze tonalidades de sentimentos.
13 de junho de 2007, o dia em que eu te vi sorrir pela primeira vez. Era o aniversário de dezoito anos de minha prima e eu tinha apenas dezesseis. Você brincava, bebia e sorria, andava pelo bar; tudo na sincronia perfeita com esse seu cabelo desgrenhado. Eu, sempre tímida, garota de poucas reações, fixava os olhos em você, maravilhada com o som da sua gargalhada, que fazia tudo brilhar ao seu redor.
Talvez você tenha percebido o meu olhar - meio maníaco e meio apaixonado - só sei que terminei a noite com um bilhete, entregue por um garçom, contendo um número e palavras que diziam que você tinha vontade de me ver.
Treze noites, treze momentos. Cada vez que eu te via, sentia os leves suspiros do meu coração. Você me contava os seus sonhos, queria visitar treze países diferentes antes de morrer. Talvez ler treze livros ou gravar as treze faixas que compunham a trilha sonora da sua vida.
Depois de treze atos, nós éramos apaixonados. Você dizia como eu sempre estive incluída nos seus sonhos e o quanto precisava de mim para que tudo fosse como flores.
13 de outubro de 2010, nós faríamos três anos juntos. A vida com você era doce, fácil como respirar. Mas os meus sonhos se puseram no caminho, eu cursava Jornalismo e sonhava com um futuro promissor. Você, engenheiro recém-formado, teve de correr para as oportunidades que surgiram. Treze motivos, treze sonhos e treze diferentes maneiras nos colocaram em destinos diferentes.
Tudo o que eu desejava era ser feliz, extremamente e apaixonadamente feliz. Mas a felicidade não parecia nada sem você.
O tempo ia passando, eu conhecia outros caras, ia à outras festas. Mas nem mesmo um manual com treze mandamentos me ensinaria a te esquecer.
Talvez a vida, de alguma maneira, poderia me fazer te encontrar novamente; talvez daqui a treze anos ou treze meses. Ou treze ilusões.
Escrevi treze palavras em uma carta tão sincera e perfumada com os sentimentos mais doces. Você me fazia falta, em treze cores diferentes.
Talvez você pudesse entender, e tudo seria como na noite de 13 de julho de 2007: você me mandaria um bilhete, repleto de palavras escritas pela sua letra tão torta e tão linda, dizendo o quanto precisava me ver.

4 comentários:

  1. Oi Cynthia, muito bom o texto!

    Beijos

    www.chadatarde.com

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    1. Oi Carol! Muito obrigada pelo seu comentário! Volte sempre!

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  2. Com apenas esse texto, você me roubou uns treze suspiros. Lindo!

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    1. Oi Irene!
      Fico muito feliz em saber que você gostou do texto... obrigada, de verdade.
      Volte sempre!
      Beijos!

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